Parceiros
Profissionais em quem confio
Para quem é neurodivergente — e para qualquer pessoa em travessia — ter suportes de diferentes profissionais não é luxo. É estrutura.
Ao longo da minha trajetória, sempre busquei recursos além da terapia. Não por insatisfação, mas porque aprendi que o corpo funciona em camadas — e cada uma pede um tipo diferente de cuidado.
Não adianta ter estratégias para memória e funções executivas se questões nutricionais estão dificultando o funcionamento do corpo. Às vezes é uma deficiência não identificada. Às vezes é inflamação. Alguns ajustes fáceis de implementar podem mudar o que nenhuma estratégia cognitiva consegue — porque o problema era no corpo, não na falta de método.
Mas o que me fez ficar — e indicar — foi outra coisa. Esses profissionais escutam. Fazem algo ajustado a quem você é, não um protocolo padrão. São profissionais que estudam muito, que têm rigor clínico e que são tão nerds quanto eu. Isso conta.
Existe um caminho comum na clínica: estudar a teoria e tentar fazer o paciente caber dentro dela. O caminho que eu acredito é o oposto — escutar primeiro, e só então buscar nas teorias o que pode ajudar a entender o que está acontecendo ali. E como as teorias são sempre menores e menos complexas do que qualquer pessoa, é preciso também ter amplitude: buscar em mais de um lugar, inclusive em teorias que ficam ao lado das que preferimos — ou até em direções opostas. Os profissionais que eu indico aqui fazem isso.
Dani Costa
Nutricionista
A Dani foi a primeira nutricionista que não chegou com uma lista de proibições. Que entendeu que algumas preferências alimentares não são fraqueza — e me ajudou a fazer ajustes que eu conseguia de fato manter. Para uma pessoa com seletividade alimentar e rotinas rígidas, isso é ouro.
Luiza Boemer
Aromaterapia, Auriculoterapia e Barras de Access
A Luiza é parceira clínica há muitos anos — e uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Trabalha com aromaterapia, auriculoterapia e barras de access — formou-se em cada uma com profundidade rara, criou seus próprios protocolos, e atende com escuta clínica fina. Para pessoas neurodivergentes, isso muda tudo: respeito real às sensibilidades sensoriais, adaptação dos pontos e dos aromas, e a paciência de explicar o que está sendo feito e por quê.
Foi ela quem primeiro trouxe o corpo de volta para dentro do meu cuidado — não como objeto a ser tratado, mas como território a ser escutado. Faz dupla terapêutica com o meu trabalho: eu escuto pela linguagem, ela escuta pelo corpo.
A agenda da Luiza está em lista de espera. Você pode preencher o formulário, e ela retorna assim que abrir vaga.